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19 de ago. de 2016

Tá escrito nas estrelas : ouro à vista !


Rio das Contas

Como não esperar uma medalha de ouro na canoagem com Isaquias, de Ubaitaba (Lugar com rio da canoa -Tupy), e com Erlon, de Ubatã ( Canoa forte - Tupy) ?!

Está escrito nas estrelas douradas que refletem, entre as baronesas, nas águas calmas do nosso Rio das Contas: ouro à vista !


20 de jun. de 2013

DAS MANIFESTAÇÕES e outras tantas coisas...





Por Rondineli Caldas*
Economista
19 de junho de 2013


Tem ocorrido no Brasil, nos últimos oito dias, diversas manifestações pelo país afora. O fato colocado como estopim foi o aumento da passagem de ônibus na Capital Paulista. Um movimento que se iniciou nas redes sociais e foi ganhando às ruas (redes sociais tem virado uma ferramenta poderosa), e hoje é considerado o maior da história brasileira (nem na ditadura se viu uma sequência de manifestações com esta quantidade de gente), alguns até batizaram de Outono brasileiro. Assim, venho acompanhando em algumas mídias – àquelas que primeiro tratou às manifestações como atos de vandalismo e foram perdendo a opinião pública tendo que rever seus posicionamentos –, as diversas tentativas de explicar o porquê das manifestações; se negando a acreditar que o motivo seria míseros (para a nova classe média brasileira em diante – afinal todos tem carro, lembram?) R$ 0,20 (vinte centavos) na passagem. Acrescentem-se alguns dos meus “colegas faceanos” que diariamente colocam a pergunta “- estão reivindicando o quê mesmo, gente?”. Então me vi motivado a escrever sobre algumas causas. Vamos lá:

Essa geração de jovens tem sido acusada de não terem identidade, objetivo, e compromisso com a sociedade, apenas pensando no seu umbigo e no seu consumismo tecnológico. Eles precisavam dar uma resposta. Saibam que toda manifestação na história, foram puxadas pela juventude; no Brasil, democrático (?), tem imperado a impunidade (ricos canalhas, assassinos, ladrões e corruptos, soltos; pobres, traficantes de drogas (da ponta), ladrões de “galinha”, enchendo o falido sistema penitenciário nacional). Renan Calheiros (o homem de 260 atos secretos, lembram?, dentre esses atos o que nomeou seu mordomo pessoal para ganhar alguns trocados no senado, R$ 18.000,00, por mês) envolvido em diversos atos de corrupção, desvios de verbas públicas, etc., recebe de presente a presidência do Senado nacional. Marco Feliciano, radical conservadorista, que acusa os homoafetivos (uma grande parte da população nacional) de doentes, recebe de presente a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados do Brasil (justamente a Câmara que discute os direitos desta classe... pode?), além de ser acusado de estelionato. José Genuíno e João Paulo Cunha, mensaleiros (lideres de um dos maiores esquemas de desvio de verbas já descoberto no Brasil), condenados (o STF já condenou os dois, o primeiro a 06 anos de prisão e o segundo a 9 anos e 4 meses), ganham de presente (pelos serviços prestados a nação?), integrar a mais importante comissão da Câmara dos Deputados, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), e o que acontece?, pasmem!! querem aprovar uma emenda à Constituição (PEC37) que retira do Ministério Público o poder de investigar (investigar o quê?) os crimes, principalmente, o de colarinho branco. Éh pessoal!!... o crime dos quais foram condenados.

Querem mais motivos? Aqui vai mais alguns: a criminalidade no país tem aumentado, nosso IDH é um dos piores do mundo, nossa saúde tem matado (irônico não? pessoas morrem por falta de atendimento na 5ª maior economia do mundo), nossa educação é uma das piores (e o ensino superior tem perdido qualidade ao longo dos anos), nossas escolas, hospitais, postos de saúde, são uma lastima. Fizemos os eventos Panamericano em 2007 (lebram?) e o estádio que custou R$ 376 milhões, cinco anos depois, está ameaçado de desabamento (ahh! o custo estimado inicial era de R$ 60 milhões), só para terem uma ideia, o Estádio do Juventos, da Itália, com maior capacidade, custou R$ 281 milhões, e a qualidade? Ora! muito superior. E agora vem a Copa, ohhh!!, a copa. Esta que fora prometida que seria feita com recursos privados, está sendo uma das maiores formas de enriquecimento de empreiteiras, deputados, governadores, vereadores e prefeitos da história do país. Seu custo, divulgado pelo Governo, já ultrapassa os R$ 28 bilhões de reais (esse é o valor de um ano de gastos do Ministério de Combate a Fome e a Pobreza no Brasil, incluindo o gasto do Bolsa Família). Ou seja, o que seria privado, está custando um ano de atraso no combate a fome e a pobreza, o valor poderia ser destinado a diversas obras de melhoria da qualidade de vida da nação (dentre elas, às obras de mobilidade urbana – estas que minimizam os problemas do transporte público). Sem contar o quanto a Fifa estima arrecadar, R$ 4 bilhões (para quem não sabe, os valores dos ingressos, venda de direitos televisivos, propaganda nos estádios, licenciamentos, pertencem todos a Fifa, em resumo, a Fifa não paga nada e leva tudo), ahh!!! estou sendo malvado com a “pobre” Fifa, ela decidiu doar R$ 35 milhões para projetos sociais no País, já ia me esquecendo. E, ainda vem às Olimpíadas.

Para ilustrar
Estádio* Valor Orçado Valor previsto final
Maracanã R$ 600 milhões R$ 1,3 bilhões
Mane Garrincha (Brasília) R$ 745 milhões R$ 1,566 bilhões
Mineirão R$ 465 milhões R$ 695 milhões
Fonte Nova R$ 591 milhões R$ 689 milhões
* Construtoras: Odebrecht Infraestrutura, Construtora Andrade Gutierrez e Delta Construção; Via Engenharia e Andrade Gutierrez; Construcap, Egesa e Hap; OAS e Odebrecht.

Existem outros motivos? Sim. Os deputados federais e estaduais, os vereadores, os prefeitos e vices, os senadores, os governadores e seus vices e o presidente tiveram aumentos de salários em janeiro de mais de 55% em média. Por exemplo: os deputados federais passaram, em janeiro, a ganhar R$ 26 mil de salário, antes ganhavam R$ 16 mil, aumento de 61%. Sem contar as verbas para viagens, roupas, moradia, e gastos no gabinete. Enquanto o salário mínimo teve um reajuste de apenas 8,83%, saindo de R$ 622 para R$ 678. Por fim, o Governo Federal aumentou a gasolina e os prefeitos estão aumentando o valor do transporte público - que são ineficientes, sem qualidade, roda em péssimas condições, sempre lotados, espremendo os trabalhadores brasileiros, no bolso e no físico – e em alguns casos (como São Paulo), forçando o trabalhador a permanecer em pé, espremido por mais de duas horas, em média, por dia. Este aumento é sem dúvida uma afronta ao brasileiro.

A questão é: quem paga todo esse custo? No Brasil, a maior parte dos impostos são pagos pelos trabalhadores e ainda há à divida pública. Não nos esqueçamos dela! que leva em juros anual, a bagatela de R$ 900 bilhões ano, o que corresponde a 42% do orçamento federal (um ano de juros daria para fazer 33 copas, e olha que só foram realizadas até hoje 19 copas). Ainda temos que ouvir o governo dizer que o Brasil está melhorando ... está melhorando e... a vida do trabalhador só piorando.

Em fim, o brasileiro vem suportando por vários anos diversas atrocidades cometidas pelo poder constituído. A sensação de impunidade, impotência, além da tripudiação dos malfeitores, que desfilam pela imprensa sua arrogância e prepotência frente ao povo brasileiro, deixando claro que, quem tem dinheiro no Brasil é quem vale alguma coisa (veja Carlinhos Cachoeira, deputados condenados, empresários fraudadores, todos soltos e curtindo a vida, enquanto o brasileiro comum trabalha). 

A sensação de que o errado é o certo e que o certo é o errado. Saber que ser honesto no Brasil é sinônimo de sofrimento. Ser trabalhador é sinônimo de ser “otário”. De ver acontecer sob seus olhos, como frisou Ruy Barbosa “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto “. E ao levar seu filho para um hospital ainda recebe como resposta que não tem vaga, não tem médico e não tem remédio. Então o quê fazer? Existe ou não motivos para ir para as ruas? O trabalhador agora quer exprimir suas insatisfações.

25 de fev. de 2013

Quem tem medo de Yoani Sánchez?


 

DIEGO CRUZ
da redação


É necessário um real debate sobre o que se passa em Cuba e o verdadeiro caráter do regime castrista

Desde o dia em que aterrissou no Brasil, a blogueira cubana Yoani Sánchez vem enfrentando protestos de militantes pró-regime castrista. Em Feira de Santana (BA), chegaram a impedir a exibição do documentário "Conexão Cuba-Honduras" que tem a blogueira como uma das entrevistadas. Além de defender o governo cubano, essas manifestações impulsionadas pela UJS/PCdoB e outros setores, atacam Yoani como "agente da CIA", supostamente bancada pelo imperialismo com o objetivo de desestabilizar Cuba.

Esses protestos mostram parte do respaldo que o regime cubano ainda encontra em vários setores da esquerda. Outros setores, no entanto, como o PSTU, não integram nem apoiam essas manifestações. E mais ainda, defendem a necessidade de se abrir uma real discussão sobre Cuba e o que representa o governo encabeçado pelos irmãos Castro. É esse o debate que os manifestantes que perseguem Yoani querem impedir que aconteça.

Cuba em debate
O que é Cuba hoje? Um bastião do socialismo que sobreviveu ao débâcle do chamado “socialismo real” na década de 1990, ou um país capitalista com uma ditadura que se perpetua graças à repressão e perseguição aos seus opositores? Por que essa discussão desperta tantas paixões em todo o mundo? A primeira resposta certamente é que, quando falamos de Cuba, estamos nos referindo a um país que foi palco de uma das mais importantes revoluções do século XX.

O regime castrista goza ainda da autoridade política e do prestígio conquistados com a revolução que, em 1959, depôs a ditadura de Fulgêncio Batista e pouco depois expropriou a burguesia. A primeira e única revolução socialista da América Latina transformou a pequena ilha do caribe do "quintal dos EUA" como era conhecido, em um país com índices sociais comparáveis aos dos países desenvolvidos. A reforma agrária e investimentos maciços nas áreas sociais extinguiram pragas do capitalismo como a miséria, o desemprego e o analfabetismo. Não foi por menos que Cuba se tornou em um exemplo para gerações de ativistas socialistas ao redor do mundo.

Cuba, porém, não é só um exemplo do que é possível avançar ao se expropriar a burguesia e o imperialismo. É uma prova também de que, tudo o que não avança, retrocede. No caso, o país, governado por uma burocracia estalinista desde o início, viu o capitalismo ser restaurado pelas mãos do próprio setor que dirigiu a revolução. Os três pilares de uma economia de transição ao socialismo hoje já não existem: o monopólio do comércio exterior, a propriedade estatal e o planejamento econômico pelo Estado. 

A restauração do capitalismo imposta pela ditadura Castro principalmente a partir dos anos 1990, levou de volta à ilha velhos problemas sociais, como uma desigualdade cada vez maior, pobreza e antigas chagas do capitalismo que haviam desaparecido, como a prostituição que se prolifera nas áreas frequentadas pelos turistas estrangeiros. Em Havana, regiões ricas e sofisticadas dedicadas ao turismo e à burocracia castrista convivem ao lado de áreas pobres e literalmente caindo aos pedaços. Já os trabalhadores são obrigados a sobreviverem com um salário médio de 18 a 20 dólares por mês.

Em 2011, o governo anunciou a demissão de nada menos que um milhão e trezentos mil trabalhadores das estatais no país, como forma de se "reduzir" o peso do setor público. A dura verdade, que os defensores do regime castrista se negam a reconhecer, é que o capitalismo há muito é uma realidade em Cuba, assim como os demais males inerentes de uma sociedade capitalista. Confundem e transformam em uma só coisa a revolução cubana e a burocracia castrista.

O que restou no país, além do capitalismo, foi o controle de uma ditadura de partido único, que não permite qualquer liberdade de expressão e organização. Quando os militantes da UJS/PCdoB impedem Yoani Sánchez de falar ou qualquer debate sobre o tema, estão tentando bloquear aqui no Brasil esse mesmo debate que não pode ser feito em Cuba. Se não concordam que existe hoje uma ditadura, por que não argumentam e apresentam seu ponto de vista? Lamentavelmente, é essa a discussão que tanto temem esses ativistas. Mais do que qualquer suposto agente da CIA.

Yoani e as liberdades democráticas
Mas quem é essa figura chamada de “terrorista” pelos defensores do castrismo? Yoani Sanchez é filóloga e se tornou conhecida quando, em 2007, passou a publicar o blog "Geração Y", com fortes críticas ao regime cubano. Passou a denunciar perseguições e intimidações do governo e a ganhar notoriedade em grandes veículos de comunicação mundo afora. É colunista, por exemplo, do espanhol El Pais e, no Brasil, tem seus posts publicados pelo Estadão. Antes da reforma migratória, teve seu visto de saída negado 20 vezes pelas autoridades cubanas.

A esquerda castrista acusa Yoani de ser uma “agente do imperialismo”, guiada pela CIA e o próprio governo norte-americano. Para embasar tal tese, citam, por exemplo, os prêmios que a blogueira recebeu de veículos da imprensa internacional e documentos vazados pelo Wikileaks que relatariam reuniões da cubana com representantes do governo dos Estados Unidos. Em seu périplo pelo Brasil, a blogueira criticou a posição do governo brasileiro em relação aos Direitos Humanos em Cuba, condenou o embargo norte-americano à ilha e chegou a elogiar as últimas medidas do governo Castro: “as reformas econômicas que tem feito estão na direção correta”. 

Protesto contra a blogueira cubana no Brasil

Suposições sobre suas reais motivações à parte, fato é que a blogueira faz uma crítica correta a partir de um fato concreto: a ausência de liberdade de expressão e organização em seu país. Ou os defensores do castrismo também dirão que vigora a democracia na ilha? Seria possível, por exemplo, organizar um partido que se coloca como oposição à burocracia castrista, como o PSTU, em Cuba? Ou como o PSOL? Ou qualquer partido ou organização sindical que tenha como objetivo organizar os trabalhadores e o povo de forma independente do governo? Sabemos muito bem que não.

O mais perverso dessa história é que a ausência de liberdades na ilha faz com que a única oposição à burocracia castrista que aparece como alternativa ao povo cubano seja composto pela direita e os gusanos (os exilados da revolução que se refugiaram na Flórida e que desejam reaver suas propriedades expropriadas). Ou Yoani que, apesar de corretamente reivindicar a democracia em seu país, tem como horizonte político um regime democrático burguês (por isso elogia as recentes medidas do governo).

A infeliz posição da esquerda castrista no Brasil, por sua vez, tem seu grau de responsabilidade, ao entregar de bandeja à direita a bandeira por liberdades democráticas em Cuba. É patético observar, por exemplo, o deputado Jair Bolsonaro, defensor da ditadura militar no Brasil, condenar a ditadura cubana.

O castrismo é responsável ainda por reforçar um estereótipo de socialismo associado a caricaturas totalitárias, como a China ou Coreia da Norte. O socialismo deveria não só aceitar como estimular debates e opiniões diversas. Deveria contrapor-se ao capitalismo e ao monopólio de seus grandes conglomerados de mídia com a mais ampla liberdade de expressão e crítica. 

Já é hora de a esquerda identificada com o castrismo desfazer-se de seu arsenal de calúnias e acusações estalinistas e debater essas questões de forma franca, com ideias e argumentos. 

Fonte - http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=14941&ida=20

25 de mar. de 2012

Neonazistas presos em Curitiba: impunidade alimenta os crimes de ódio

Blog prega violência às mulheres, homossexuais e ativistas de esquerda 

JEFERSON CHOMA

da redação do Opinião Socialista 

No último dia 22 foram presos em Curitiba dois ativistas neonazistas que planejavam realizar um ataque a alunos do curso de ciências sociais na Universidade de Brasília (UnB). Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, foram presos após postarem em um blog ameaças contra os estudantes da universidade, contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e ao PSTU e o PSOL. 


"Este provávelmente (SIC) é o último registro que irei deixar. Quanto acontecer, a mídia controlada pelos judeus e esquerdistas irá criar 1000 teorias em cima da merda toda. As palavras “bullying” e “psicopata” lógicamente estarão presentes.A cada dia que se passa fico mais ansioso, conto as balas, sonho com os gritos de vagabundas e esquerdistas chorando, implorando para viver.Vejo o sangue para tudo quanto é lado, manchando uma camiseta com o logotipo do PSOL/PSTU. O semestre já começou. A profecia irá ser cumprida.", ameaçava Emerson em seu blog.

De acordo com a Polícia Federal, foram apreendidos com os dois mapas e plano para a realização do massacre na universidade. 

Há mais de um ano, o Blog de Emerson realizava pregações asquerosas e claramente nazistas, como o extermínio de gays, lésbicas, mulheres, nordestinos, judeus e negros. Em um dos post, chegou a “ensinar” a prática do estupro corretivo em mulheres lésbicas, para que deixassem a homossexualidade, intitulado “Penetração corretiva – Lésbicas: Como penetrar”. Em outro, ele defendia a misoginia afirmando que a mulher “era um pedaço de carne”. De maneira doentia, o blog ainda postava fotos de mulheres violentadas além de fazer alusões à pedofilia. 

Em seu blog, Emerson chegou a apoiar Wellington Menezes de Oliveira que, em abril de 2011, matou 12 crianças em uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro. Os dois acusados disseram à polícia que foram procurados por Oliveira, para orientá-lo sobre como proceder na ação criminosa.

Impunidade que alimenta o ódio 
No entanto, apesar de quase 70 mil denúncias de conteúdo abusivo – um recorde na Internet brasileira – Emerson, continuava a publicar todo o tipo de conteúdo asqueroso sem a preocupação de ser punido. 
Em várias notas, ele desafiava todos aqueles que denunciavam seu blog, confiando na total impunidade. A última nota postada era um claro exemplo disso: “Que todos estes movimentos esquerdistas façam coro, berrem, gritem, no fundo, não vai acontecer merda nenhuma. O mundo em que vocês vivem querendo ou não, é capitalista, e o dinheiro e o poder compram tudo”.

Marcelo e Emerson já tinham experimentado a impunidade por seus crimes. Com longa ficha de crimes de racismo, Marcelo publicou, em 2005, uma sequência de ofensas contra negros no site de relacionamentos Orkut. Estudante de Letras da UnB na época, Marcelo foi processado e condenado, em 2009, a um ano e dois meses de prisão. Recorreu da decisão e não passou um dia sequer na cadeia. Como se não bastasse, Marcelo era alvo de quase dez queixas na Polícia Civil do Distrito Federal, uma delas por agredir a mãe. Também responde a um segundo processo por racismo, aberto em 2011. 

Seu comparsa, Emerson também tem histórico de agressão as mulheres e é investigado por participações em homicídios que ocorreram em Curitiba. 

Como se vê, a impunidade seguiu encorajando os dois nazistas. Impunidade essa que também faz crescer o número de crimes racistas, agressões e assassinatos contra homossexuais e mulheres. Se não fosse a persistência de vários internautas, que continuaram denunciando persistentemente o blog fascista, uma grande tragédia poderia ter ocorrido. 

Por outro lado, não há dúvidas de que as políticas higienização social, levadas a cabos pelos governos do PT e PSDB (e seus aliados), também alimentam o ódio racista e contra os pobres (vide os moradores de rua queimados por jovens no Distrito Federal). Ações do Estado como a covarde e brutal desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, ou a operação da PM Cracolândia, “naturalizam” a ideia de que para erradicar com a miséria é preciso eliminar os pobres (negros, nordestinos, setores oprimidos etc.) da paisagem urbana. A política de higienização ganha mais força ainda com as remoções realizadas para as obras da Copa e das olimpíadas. 

É preciso exigir punição exemplar para os dois neonazistas. Mais isso apenas não basta. É preciso exigir dos governos políticas efetivas de combate ao racismo, machismo e homofobia. Políticas que, infelizmente, o governo do PT sequer pensa em implementar, pois, para o governo o que importa é manter a aliança espúria com os setores mais conservadores e reacionários da política nacional.  

3 de mar. de 2012

GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO DE 14 A 16 DE MARÇO



Entre os dias 14 e 16 de março de 2012, as escolas públicas de nível básico, em todo Brasil, paralisarão suas atividades para protestar contra o descaso de grande parte dos gestores públicos em não garantir educação de qualidade socialmente referenciada para todos e todas.

Embora o Brasil, nos últimos anos, venha galgando importantes resultados socioeconômicos – já tendo alcançado o posto de 6ª economia do mundo –, a educação continua sendo um entrave para a inclusão de todos os brasileiros e brasileiras no processo de desenvolvimento sustentável.

Cada vez mais, os meios produtivos exigem maior e melhor qualificação profissional, e as relações socioculturais e ambientais, idem. Sendo que é papel da escola pública garantir o acesso e a permanência de todos ao conhecimento e à participação cidadã na vida política, social e econômica do país.



À luz desses objetivos, que defendemos para a escola pública, a pauta da CNTE para a Greve Nacional dos Trabalhadores/as em Educação consiste em:

* Ampliar o investimento em educação para 10% do Produto Interno Bruto (PIB), ao longo da próxima década, e exigir a aprovação do novo Plano Nacional de Educação;
* Garantir o cumprimento imediato e integral da lei federal nº 11.738, que vincula o piso salarial profissional nacional à carreira do magistério;
* Implementar a gestão democrática em todas as escolas e os sistemas de ensino, conforme preceitua as normas educacionais e o Estatuto da Criança e do Adolescente;
* Impedir a terceirização das funções escolares, sobretudo daquelas desempenhadas pelos funcionários da educação; e
* Assegurar outras pautas locais da educação e de seus trabalhadores.
Diante de temas tão importantes para o futuro de nosso país, convidamos a todos e todas para se juntarem à nossa luta, que é por um Brasil mais justo, próspero, soberano e sem desigualdades que impeçam o direito das pessoas à felicidade e, consequentemente, ao bem estar coletivo.
Quanto às atividades da Greve Nacional, as mesmas serão descentralizadas e estarão sob a responsabilidade das 44 entidades filiadas à CNTE (ver lista anexa). Outros sindicatos da educação, mesmo não filiados à Confederação, também poderão incorporar-se à mobilização e agendar atividades junto aos executivos e parlamentos locais, além daquelas voltadas à comunidade escolar e à população em geral.
Em âmbito nacional, a Greve marcará o início de uma ampla jornada de luta dos trabalhadores por educação pública, gratuita, universal, laica, de qualidade (com equidade), e por valorização profissional, devendo um de seus desdobramentos culminar na denúncia de governadores e prefeitos
– desrespeitadores da Lei do Piso – à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outras instituições internacionais, além dos órgãos do Poder Judiciário nacionais.
Certos de contar com a compreensão e o apoio de todos/as, subscrevemos.

Diretoria Executiva da CNTE

CONFIRAM À CONVOCAÇÃO DA GREVE GERAL DA EDUCAÇÃO

8 de fev. de 2012

Aumenta a repressão à greve da policia militar na Bahia




governo Wagner prepara um banho de sangue
NOTA DO PSTU - BAHIA

O oitavo dia de greve da PM na Bahia começou tenso. O governo Jaques Wagner numa clara tentativa de intimidação cercou a Assembléia Legislativa da Bahia (AL), onde se encontram acampados cerca de 350 grevistas e familiares. Com o fortalecimento do movimento, diante da intransigência e truculência do governo, cada vez mais se aponta uma saída violenta para o impasse.

A greve começou no dia 31 de janeiro com a paralisação parcial da PM. Os grevistas reivindicavam entre outras coisas incorporação de gratificações, o pagamento de um adicional de periculosidade e a anistia dos demitidos da greve de 2001. Desde então, o governo petista tem respondido da pior maneira possível. 

Com medidas autoritárias e anti-sindicais o governador Wagner aumenta a cada dia a repressão ao movimento. A sede da Associação ASTAP foi fechada pela justiça e foram expedidos mandados de prisão para 12 lideranças do movimento. O ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, já fez um pedido público de reserva de vagas em presídios de segurança máxima para encaminhar os policiais rebelados na Bahia. Através do governo federal foram enviados quase 3 mil soldados do exército e da Força Nacional para cumprir função de policiamento nos bairros nobres e pontos turísticos da cidade e sufocar o movimento, como acontece hoje na AL.

 Na manhã de ontem, segunda-feira, familiares e policiais que se dirigiram à AL para prestar solidariedade e levar mantimentos aos ocupantes foram reprimidos pelas tropas presentes com balas de borracha. A apreensão é grande diante da intenção do governo de desocupar violentamente o local. Anteriormente a ordem de desocupação já havia sido dada ao Batalhão de Choque da PM-BA, que se recusou a cumprir a ordem.

Preocupa ao governo o exemplo de uma mobilização vitoriosa. O exemplo vitorioso dos policiais em greve pode ser seguido por outras categorias, como professores e servidores do estado. A intransigência e a truculência de Wagner busca infligir uma derrota ao movimento e garantir a tranqüilidade para os negócios da grande burguesia baiana. A presença da Força Nacional e do exercito na Bahia não é para proteger a população, mas os negócios da burguesia.

O movimento teve ampla repercussão internacional e jornais como Clarín (Argentina), El País (Espanha), Wall Street Journal e CNN (EUA) destacaram o movimento. A embaixada americana aconselhou os cidadãos americanos a "adiar viagens não essenciais a essas áreas até que as condições de segurança estejam estabilizadas”, isto em pleno verão e na véspera do carnaval.  Para garantir a segurança da maior festa do mundo, será necessário todo o efetivo de 32 mil homens da polícia baiana num investimento de R$ 30 milhões. Dezenas de shows e eventos da milionária indústria do entretenimento já foram cancelados e os empresários vinculados ao carnaval pressionam por uma saída enérgica para a greve. Para o governador diante do carnaval e, a longo prazo, da realização da Copa e das Olimpíadas na Bahia, é mais do que preciso sufocar a greve da PM baiana de maneira exemplar.  
Wagner: Não queremos um banho de sangue

No entanto, diante de tais fatos a greve ganhou força e adesão. Líderes das outras associações que representam os policiais militares disseram nesta segunda que se retiraram da negociação por conta da "intransigência do governo". Eles alegam que foram traídos pelo governo e que perderam o controle da tropa. Policiais e bombeiros do RJ ameaçam antecipar a deflagração da sua greve caso “qualquer covardia” seja cometida contra os policiais baianos. Sites do governo da Bahia foram atacados e retirados de funcionamento em solidariedade ao movimento. Enquetes realizadas nos principais jornais apontam o apoio da população ao movimento.

A atual situação aponta para uma crise política no governo Wagner. PCdoB, CUT e PT vergonhosamente se apressaram a apoiar o governo e suas medidas. A CTB, contraditoriamente, dirigida pelo PCdoB, solta nota de apoio à greve. O governo Dilma tem exercido o lamentável papel de suporte para a repressão e até agora não quis intermediar uma solução para o impasse causado por Wagner. É preciso ampliar a solidariedade aos ocupantes e grevistas. As centrais sindicais e movimentos sociais precisam apoiar o movimento convocando atos e mobilizações, sobretudo nas categorias que sofrem da falta de segurança nos locais de trabalho, como bancários, rodoviários e comerciários. 

É determinante a luta contra a repressão neste momento. Não podemos admitir a prisão de nenhuma liderança do movimento policial. As demais associações de policiais precisam se somar decididamente à greve e forçar o recuo do governo estadual e federal em sua operação de repressão. Qualquer recuo neste momento pode significar uma luz verde para a invasão da AL pelo exército causando um banho de sangue. Os trabalhadores precisam derrotar o governo Wagner ou ele derrotará a greve da PM, causando um retrocesso para todos os movimentos sociais. 

O PSTU tem declarado seu apoio a esta greve desde seu princípio, como fizemos em 2001. Naquele ano, tanto o PT como o PC do B apoiaram a greve dos policiais contra o governo carlista. Hoje eles mudaram de lado e são parte do governo de Wagner, ou seja, são cúmplices da repressão. Nós do PSTU estaremos ao lado dos policiais na luta contra a intransigência, o autoritarismo e a truculência do governo. Qualquer violência causada contra civis ou militares grevistas na operação de desocupação da AL é de inteira responsabilidade do governo Wagner.

26 de jan. de 2012

RICARDO BOECHAT, JORNALISTA DA BAND, COMENTA COM EXTREMA LUCIDEZ SOBRE EXPULSÃO DO PINHEIRINHO.



" O Governador (Alckimin), não adianta ir pra missa toda semana, rezar, falar com Deus, ler a bíblia e ser na prática do mundo dos homens alguém que faz isso com o semelhante, procure na bíblia que o senhor ler a passagem que lhe dar cobertura moral e ética para fazer o que o senhor fez, numa boa, numa boa. O senhor disse que o Estado só cumpriu uma decisão da justi...ça, pois bem governador, não cumpra, não cumpra, quando for assim governador não cumpra, diga pra justiça, justiça, a senhora está errada, mobilize o seu poder, sua força política, sua liderança para dizer pra juíza ou pro juiz o seguinte: vou recorrer, não vou aceitar, não vai ser com a minha polícia e tal..." RICARDO BOECHAT

22 de jan. de 2012

Polícia e moradores se enfrentam em reintegração de posse em Pinheirinho, no interior de SP


Moradores do acampamento sem-teto do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, enfrentam a Polícia Militar, que tenta cumprir ordem de reintegração de posse da área. Eles já haviam declarado que não deixariam o local.

Segundo o jornal "O Vale" a PM está com "forte efetivo", com blindados. O jornal diz que tem informações de que neste momento a PM está utilizando armas de fogo dentro e fora do Pinheirinho. Os moradores estariam jogando pedras na polícia, que reagiria com balas de borracha.
Os moradores afirmam que pessoas já morreram no enfrentamento.
A operação teve início às 6h deste domingo com helicópteros sobrevoando o local e jogando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os moradores foram pegos de surpresa e começaram a atear fogo nas barricadas de pneus na tentativa de uma reação. Mas a PM logo apreendeu armas e os líderes foram algemados.

Desde 2004, cerca de 1.600 famílias vivem no terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, que pertence à massa falida da empresa Selecta S/A, do investidor libanês Naji Nahas. Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura, e 9,6 mil, segundo os moradores, vivem no lugar. No início do mês, moradores chegaram a bloquear a Via Dutra em protesto à reintegração da Justiça. O clima na região é de tensão, com montagem de barricadas pelos ocupantes.
Decisões na Justiça nos últimos dias suspenderam e depois permitiram a reintegração de posse do local.

O Ministério das Cidades assinou um protocolo de intenções para solucionar a questão, o que levou a juíza Roberta Monza Chiari, da Justiça Federal, a suspender a decisão da desocupação no dia 17. “Observo indícios da União Federal na solução da questão posta. O perigo resta configurado na medida em que, cumprida a ordem de reintegração de posse, inúmeras famílias ficarão desabrigadas, o que inevitavelmente geraria outro problema de política pública”, disse na decisão.

No entanto, horas depois, outro juiz federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, substituto da 3ª Vara Federal, cassou a liminar que suspendia a reintegração de posse. Para ele, apesar do interesse da União, deve prevalecer a decisão estadual já tomada. “É inegável pelo protocolo de intenções e pelo ofício do Ministério das Cidades juntados aos autos que há interesse político em solucionar o problema da região. No entanto, este interesse político não se reveste de qualquer caráter jurídico”, declarou.

(Com informações de Rodrigo Machado, em São José dos Campos

17 de jan. de 2012

VÍDEO COM MORADORES DO PINHEIRINHO COMEMORANDO LIMINAR SUSPENDENDO A DESOCUPAÇÃO DO BAIRRO



A luta popular vencendo os tentáculos do capital...
Todo apoio aos  moradores do Pinheirinho na defesa da  moradia e dignidade !
UMA IMPORTANTE VITÓRIA, MESMO PROVISÓRIA, DIANTE DA TRUCULÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO E DA  PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

8 de jan. de 2012

Repressão policial marca dias de protestos contra o aumento da passagem em Teresina



FÓRUM ESTADUAL EM DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO DE PIAUÍ



• Estudantes, trabalhadores e trabalhadoras já estão nas ruas de Teresina (PI) há uma semana protestando contra o aumento abusivo da tarifa de ônibus e a falsa integração do transporte imposta pelo prefeito Elmano Férrer (PTB). As manifestações são pacíficas até a chegada da Tropa de Choque da Polícia Militar do governo Wilson Martins (PSB), a pedido do prefeito.

Nesta quarta e quinta-feira, enquanto os manifestantes seguiam apenas com bandeiras, cartazes e gritos de palavras-de-ordem, a polícia começou a atirar balas de borracha à queima roupa, bombas de efeito moral e gás de pimenta, além do uso de cassetetes para reprimir o movimento. Pessoas saíram feridas, outras com os dentes quebrados. O motorista do carro de som foi espancado, e 18 estudantes, dentre eles menores de idade, foram presos. Também houve disparos de tiros de armas de fogo.




A truculência ultrapassou todos os limites. Além da Tropa de Choque da PM, cumprindo o papel de agente repressivo do Estado, foi utilizada uma milícia privada chamada CET-SEG contratada pelo Setut (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina), que atuou em paralelo com a polícia, agredindo e prendendo manifestantes.

O Fórum Estadual em Defesa do Transporte Público, composto por diversas organizações dos movimentos sindical, estudantil e popular, repudia a atitude covarde e repressiva do governador Wilson Martins e do prefeito Elmano Férrer de prender e agredir brutalmente pessoas, principalmente jovens e adolescentes secundaristas, numa manifestação pacífica. Repudia, ainda mais, a cumplicidade do Estado com essa máfia dos empresários do Setut junto à prefeitura, a ponto de permitir que empresários coloquem seus jagunços particulares atuando conjuntamente com a força repressiva do Estado, numa milícia privada para violentar ativistas numa manifestação pública e pacífica.

A luta do Fórum, ao lado da juventude e da população trabalhadora de Teresina, segue em defesa do transporte público de boa qualidade, contra o aumento da tarifa, por uma integração de verdade, que contemple as necessidades dos passageiros e passageiras, pelo passe-livre para estudantes e desempregados e pela municipalização do serviço de transporte público.

Mesmo com as ameaças veiculadas através da imprensa, as mobilizações contra o aumento vão continuar.

Abaixo a repressão e truculência da polícia de Wilson Martins (PSB) a serviço de Elmano Férrer (PTB)
Revogação imediata do aumento da passagem de ônibus!
Abaixo a repressão e truculência policiais!
Integração de verdade, sem aumento da passagem e com tarifa única!

2 de jan. de 2012

Nota do PSTU em apoio à greve dos militares do Ceará



PSTU CEARÁ
 


• O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado vem a público declarar apoio à greve dos militares no Ceará. Há meses policiais e bombeiros vêm tentando, sem sucesso, negociar com o governador do Estado a pauta da sua campanha salarial. No dia 29 de dezembro, cansados das negativas de Cid Gomes, Bombeiros e Policiais Militares decidiram, em assembléia da categoria, aprovar o movimento grevista.

A data escolhida para a paralisação, alvo de críticas da imprensa, é a única alternativa apresentada pela truculência deste governo estadual e quem deve ser responsabilizado perante a população é o governador Cid Gomes.

O governo Cid Gomes (PSB e PT) vem tratando os militares da mesma forma intransigente que tratou o conjunto do serviço público durante todo o ano de 2011. Seja com os professores, seja com os funcionários do DETRAN, o governo utilizou da tática de cansar o movimento através da “enrolação” na mesa de negociação. Além disso, utilizou a tropa de choque contra os manifestantes.

A máscara de Cid Gomes caiu!

O primeiro ano do segundo mandato do governador Cid Gomes foi marcado pelo fim do “Cid paz e amor” da campanha eleitoral para um “Cid ditador” das campanhas salariais dos servidores públicos do Estado. Definitivamente a máscara de Cid caiu!

Esse ano que se encerra também ficará marcado pela experiência que professores, militares e demais servidores públicos, fizeram com o governo estadual. A grande lição de 2011 é: Cid e seus aliados do PT e PCdoB não governam diferente da turma do PSDB de Tasso Jereissati. Cid, assim como Tasso, governa para interesses particulares e não para os trabalhadores e para a melhoria dos serviços públicos.

Seguir o exemplo das outras greves de militares

Bombeiros e Policiais Militares devem seguir os exemplos das mobilizações que foram protagonizadas por seus colegas do Rio de Janeiro, Maranhão e Rondônia. Só a mobilização poderá dobrar a arrogância de Cid Gomes. A luta dos outros servidores demonstrou que não se pode confiar nesse governo e a categoria deve estar atenta a perseguições e punições.

Todo apoio a greve dos policiais e bombeiros do Ceará!

Nenhuma punição para os manifestantes!

Pelo apoio do conjunto dos sindicatos de servidores a greve dos militares 

21 de dez. de 2011

OAB pode representar contra juiz que invadiu sede da OAB-BA em Ipiaú

Para Ophir, a atitude do juiz foi um "ato arbitrário", em desrespeito aos direitos da advocacia
(Foto: Eugenio Novaes)
 
 
Brasília, 21/12/2011 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, colocou o Conselho Federal da entidade à disposição da Seccional da OAB da Bahia para ingressar com representação disciplinar contra o juiz de direito da 1ª Vara Cível de Ipiaú, Cesar Batista, e para processá-lo criminalmente por abuso de autoridade. A medida foi tomada depois que Ophir foi comunicado pelo presidente da Seccional, Saul Quadros de que o magistrado, num ato de manifesta arbitrariedade, invadiu a sede da Seccional em Ipiaú, localizada no Fórum Jorge Calmon, ocupando o espaço destinado aos advogados.O magistrado foi transferido para Ipiaú depois de permanecer por 20 anos na Comarca de Maraú, onde foi alvo de uma série de denúncias de desrespeito às prerrogativas dos advogados.

Outra medida para a qual Ophir Cavalcante colocou a OAB Nacional à disposição da OAB baiana é o ingresso de mandado de segurança com o objetivo de garantir o cumprimento do disposto no artigo 7º, parágrafo 4º da Lei 8906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB), que prevê que "o Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, fóruns, tribunais, delegacias de policia e presídio, salas especiais permanentes para os advogados, com uso e controle assegurados à OAB."

Na avaliação do presidente nacional da OAB, a postura do juiz Cesar Batista foi um ato arbitrário, que desrespeita um direito previsto em lei à advocacia além de ter sido tomado de forma violenta e em total afronta ao dever de urbanidade com que deveria tratar a advocacia. "Atitudes como essa merecem nosso repúdio e a adoção das medidas judiciais urgentes para responsabilizar civil criminal e disciplinarmente o juiz", afirmou.

O presidente da OAB da Bahia já entrou em contato com a presidente do TJ do Estado, desembargadora Telma Britto, para requerer providências imediatas para a devolução da área aos advogados de Ipiaú, onde será instalada a sede da Subseção daquela cidade.

SÍTIO NACIONAL DA OAB -ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.

13 de dez. de 2011

Quem venceu o plebiscito no Pará?



Por Atnágoras Lopes, Membro da Secretaria Exececutiva Nacional da CSP-Conlutas 


• Antes de mais nada quero deixar claro que votei no “Não!”, como fizeram cerca de 70% dos “Parauras”. Isto quer dizer que vencemos?

De frente para a urna eletrônica, entre um “Confirme” e outro, a minha angústia era: como os trabalhadores e o povo pobre das regiões, sul, sudeste e do Pará vão nos interpretar?

Quero dizer-lhes que nos dois dias que antecederam o plebiscito, eu perambulei com uma pessoa de 70 anos, entre o pronto socorro de Ananindeua, o da 14, em Belém, e o do Guamá em busca de um diagnóstico para a enfermidade dela. Bem, vocês sabem o que ocorre naqueles corredores cheios de macas, gemidos, e uma espera sempre interminável por um heróico profissional de medicina, que precisa fazer das luvas uma liga pra amarrar os braços dos pacientes visto que até esse produto acabou no PSM (Posto de Saúde Municipal).

De frente para urna essas cenas me vieram a cabeça. O rosto dos enfermos, a tosse, o calor e o empenho e a dedicação da maior parte dos enfermeiros, técnicos e médicos. As cenas eram sequênciais: a ambulância de Ananindeua levando minha mãe pra 14, os corredores da 14 e as 3 horas de espera sem conseguir o devido atendimento e, por fim, minha mãe deitada em um banco de madeira no corredor do PSM do Guamá.

Pois bem, eu que já tinha uma opinião política contra a divisão do Estado. Por isso, apertei com mais convicção ainda duas vezes 55. Por que? Porque sei que grande parte dos trabalhadores tados seu sofrimento cotidiano diminuiria, especialmente nas áreae da juventude pobre das regiões do Tapajós e de Carajás e mesmo da grande Belém votaram 77, não exatamente pela divisão, mas nutridos pela esperança de que tendo os seus próprios Ess da Saúde, Educação, Moradia e emprego.

Os políticos tradicionais das duas frentes, contra e a favor, não tomaram suas posições pensando como nós pensamos, até porque eles não sentem na pele as mesmas consequências que nós. Eles foram movidos por outros interesses, o de se manterem no poder. E junto com os ricos, fazendeiros e empresários que financiam suas campanhas, nos usam, nos desrespeitam e se aproveitam dessas dificuldades, que eles mesmos nos impõem, para discursarem e chafurdarem naquilo que eles mais sabem desenvolver, a hipocrisia!

É por isso que o que nós vimos foram políticos, muitas vezes de um mesmo partido, defendendo coisas diferentes, conforme sua implantação eleitoral e seus projetos corruptos, econômicos e financeiros. Não, não sobre a nossa desgraça!

A maioria do nosso povo manteve o Pará unido e agora temos um outro desafio: temos que exigir a verdadeira divisão que interessa a quem vive do seu trabalho, com honra e honestidade. O que precisa ser dividido é a riqueza que nós produzimos e que eles, os fazendeiros e os grandes empresários, se apropriam e, com apoio desses políticos corruptos, não nos deixam nem sequer o direito a um leito de hospital, seja na região de Carajás, Tapajós ou na Grande Belém.

É difícil de entender, mas é como se concluíssemos que o “Não” ganhou e de algum modo nós os derrotamos, mas como estamos jogando no jogo deles (com as regras deles) trata-se de uma vitória momentânea e incompleta. É preciso defender a divisão de nossas riquezas entre todos nós e isso eles nunca fizeram, nem mesmo na Grande Belém e muito menos nas regiões do Carajás e Tapajós, e não vão fazer. Essa terá de ser uma tarefa nossa, de nossa classe, a classe trabalhadora e, não tenha dúvidas, não será feita com eles e sim contra eles.

FONTE - SÍTIO DO PSTU NACIONAL

6 de dez. de 2011

ENTREVISTA / AMANDA GURGEL , PRÉ - CANDIDATA A VEREADORA PELO PSTU


Se depender da professora Amanda Gurgel (PSTU), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados deixará a tradição de participar de eleições somente para competir. Após ganhar grande visibilidade com as críticas ao sistema educacional brasileiro, a professora acredita que está na hora de o partido chegar à Câmara Municipal de Natal (CMN). Pré-candidata a vereadora, Amanda disse, em entrevista a O Poti/Diário de Natal, que estima a meta de 17 mil votos para conquistar a vaga no legislativo municipal. Ela citou que, apesar de o partido ir em busca de um mandato eletivo pra valer pela primeira vez em Natal, não abandonou os seus princípios. "Não vamos vender a alma para conquistar o mandato", declarou. Durante a entrevista, Amanda comentou a repercussão do seu vídeo no Youtube, avaliou o legislativo brasileiro, criticou os atuais vereadores e adiantou como será sua campanha.




Por que a decisão de entrar na política partidária?



Eu faço parte da política partidária há algum tempo, antes mesmo do vídeo em que apareço criticando a situação da educação. Acontece que, como as pessoas não me conheciam, não sabiam informações sobre minha vida pessoal e política. Mas faço parte do PSTU há um ano. Entrei no partido antes do episódio do vídeo.


Por que a senhora decidiu se candidatar a vereadora?

Essa foi uma decisão coletiva. Não foi minha. Foi uma observação do partido como um todo. A partir da repercussão que o vídeo sobre a educação teve, as pessoas se sentiram representadas por mim. Muitas pessoas me perguntaram sobre a candidatura, então o partido avaliou que isso seria positivo. Essa candidatura será uma forma de aproveitar a oportunidade para ter na Câmara Municipal de Natal uma representação popular com viés socialista, para usarmos esse novo ponto de diálogo para a população.



Historicamente, osmembros do PSTU destacam que participam das eleições, por eles ditas burguesas, para divulgar suas ideias. Agora, o partido vai em busca de conquistar verdadeiramente uma cadeira na Câmara. A estratégia mudou?


Nós não mudamos o caráter da nossa participação na política partidária e nas eleições burguesas. Não mudamos nossa percepção política. A nossa prioridade nunca é eleger nossos candidatos. É dialogar com a população e aproveitar o espaço na mídia para isso. Essa continua sendo nossa prioridade. A diferença é que agora há uma mobilização nas bases dos trabalhadores para que isso se concretize. Há uma mobilização para que uma candidatura do PSTU realmente chegue à Câmara Municipal de Natal. Nós continuamos com os mesmos objetivos, ideais e princípios. O que mudou foi a conjuntura e o modo como as pessoas estão vendo essa candidatura do PSTU.

A mídia gratuita que a senhora ganhou com a repercussão do vídeo publicado no Youtube, inclusive nacionalmente, impulsiona essa candidatura?

Com certeza. O fato é que essa mídia espontânea que surgiu tanto ajudou na divulgação do partido e do nosso programa, como auxilia numa possível eleição. A gente pretende se valer desse recurso que surgiu espontaneamente. Nós não investimos em candidaturas. Não temos recursos. Nos recusamos a receber dinheiro de empresários e de bancos. O apoio que já estamos recebendo e vamos receber é dos trabalhadores. É a eles que vamos dever nossas explicações, caso haja realmente a eleição. Serão esses trabalhadores que construirão o mandato da professora Amanda Gurgel e do PSTU.

A senhora pretende se valer das mídias sociais durante a campanha, tendo em vista que elas foram responsáveis pela sua grande visibilidade?

Os mais jovens do partido já haviam percebido o poder das mídias sociais e já usavam. A gente percebeu que as redes sociais têm grande força. Então, obviamente nós vamos utilizar. É uma ferramenta muito importante. 

A senhora tem medo de decepcionar os seguidores que encamparam seu discurso de melhorias para a educação, com aentrada na política para disputar um cargo eletivo?

Estamos falando como se eu estivesse eleita, mas é um passo ainda muito longo. Precisamos de 17 mil votos. É muita coisa. A gente ainda não sabe se vai ter coligação. Isso ainda não foi discutido.

Como a senhora pretende enfrentar essa estrutura viciada do poder legislativo?

Nós não acreditamos que a transformação social possa acontecer dentro dessas estruturas que hoje existem, com poderes executivo, legislativo e judiciário. Nós acreditamos que elas só podem acontecer a partir das mobilizações das massas, com as pessoas indo para as ruas defender seus direitos. Então, eu não tenho medo de decepcionar. Não tenho medo de não conseguir aprovar um projeto meu que atenda aos interesses da classe trabalhadora. Não será um mandato meu, nem do PSTU. Será um mandato popular. As pessoas estarão lá para ver minhas intenções. Mostrarei minhas posições e a dos vereadores que votarão contra. Não vamos transformar a cidade nem a educação por meio disso. Eu sou uma pessoa apenas. Eu serei os olhos dentro da Câmara. Não temos a perspectiva de transformar. Sabemos das limitações do espaço legislativo, que faz parte da estrutura burguesa da sociedade e não sou eu que vou mudar.

Então, a senhora pretende usar o espaço no legislativo municipal para divulgar suas ideias e mostrar o pensamento do PSTU sobre os temas de interesse da sociedade?

E também para que as pessoas tenham um espaço. Vou pavimentar o acesso do povo à Câmara. As pessoas hoje não se sentem à vontade de assistir uma sessão. A ideia é termos a vigilância popular sobre o legislativo.

Qual é a imagem que a senhora tem hoje do legislativo brasileiro?

Mais especificamente em Natal, a imagem do legislativo é de submissão. Recentemente, foi feita uma pesquisa em que quase 90% da população disse desaprovar a prefeita. Nossa Câmara hoje compactua e referenda essa prefeita, que tem esse grau de rejeição. Então, obviamente, não representa os trabalhadores. Isso está visto. Não precisa ser cientista político para entender. Além disso, Natal é a segunda capital em índice de analfabetismo, só perdendo para Maceió. Não temos sequer um vereador que levante a bandeira da educação. Como a gente aceita ser a segunda capital com maior índice de analfabetismo? Nós somos uma capital que não tem remédios nos postos de saúde, o lixo domina as ruas e os vereadores não dizem nada. Vivem num universo paralelo. A imagem que eu tenho é essa.

A senhora acha que é proposital ou falta de atenção?

Acho que é descaso mesmo. Os vereadores estão pouco se importando com os eleitores. Estão se lixando para a população.

A senhora tem consciência de que o poder do legislativo não influi diretamente nessas ações do Executivo?

Alguns candidatos e vereadores honestos que são candidatos pensam que podem transformar a sociedade nessa estrutura. Para mim, é muito claro que a gente não pode. Agora uma coisa é você se aliar e estar comprometido com essa estrutura e outra é você defender os interesses da população. Quem aceita financiamento de empresas de ônibus e participa do partido da prefeita está atendendo aos interesses deles. Eu não aceito esse financiamento e vou mobilizar a sociedade e os vereadores a votar contra os projetos que atendem os interesses dos empresários, como aumento do preço da passagem de ônibus sem melhoria da qualidade do transporte.

De uma forma geral, qual a avaliação da senhora sobre o legislativo brasileiro?

É isso. É um legislativo distante. Não está em consonância com os anseios da classe trabalhadora. Está comprometido com aqueles que financiam suas campanhas. Esse é o meu diagnóstico.

A senhora não tem medo de se contaminar, eleita vereadora, com as práticas políticas que existem no sistema atual?

Não. Não tenho menor receio de que isso aconteça. Meus princípios são extremamente sólidos. Tenho toda uma jornada que começou no movimento estudantil da UFRN. Tenho uma formação política forte. Quase aos 30 anos de idade, decidi entrar no PSTU. Não foi por acaso. Decidi ingressar no partido que sintetiza meus princípios e aquilo emque eu acredito. Não mudaria isso por causa de um mandato ou por causa de dinheiro. O programa do meu partido é sólido e seguro. É defendido diariamente por pessoas que acreditam naquilo. O programa do PSTU, apesar de pouco conhecido, é defendido diariamente. O meu partido não permitiria isso.

De que forma a senhora fará sua campanha?

Não pretendo fazer uma campanha artificial, de chegar nos lugares onde não haja a menos inserção dos militantes ou minha. O PSTU tem um trabalho sólido. Temos um trabalho na educação em Nova Natal que se espalha pelo bairro como um todo. Vamos fazer a campanha nos espaços onde o partido tem inserção e os militantes atuam. Pretendo passar nas escolas, visitar os bairros onde temos apoios. É muita gente apoiando nossa candidatura. Onde tivermos apoiadores, iremos, como é o caso de um apoiador que já se disponibilizou a abrir as portas no Gramoré. Então é isso.

A senhora fará campanha nos bairros burgueses?

É porque esse conceito de bairro burguês é meio ambíguo. Algumas pessoas acreditam que professor universitário é burguês. Para mim, são trabalhadores. Eles moram em alguns bairros ditos privilegiados. Vários já manifestaram apoio a essa candidatura. São apoios bem-vindos. Agora, os grandes empresários, que representam a própria burguesia, não têm interesse de votar numa trabalhadora como eu. Então, obviamente, que não vou gastar minha energia fazendo um trabalho com eles. Vou trabalhar com os que se identificam com o meu discurso, com o que eu defendo. Existem muitas pessoas nos setores médios, como médicos e dentistas, que me encontram nas ruas e dão apoio. Não sei nem quais são os bairros considerados burgueses.

Vocês trabalham com a perspectiva de 17 mil votos para conseguir uma cadeira na Câmara. A senhora não acha que chegou a hora de o partido mudar sua estratégia eleitoral e formar coligações para atingir essa marca ou até um número maior?

Não é que tenha chegada a hora de o PSTU fazer isso. Temos uma organização política de criar frentes de esquerda. Já fizemos coligações com Psol, PCB, PCO e outros partidos de esquerda. Não vamos nos negar a isso se for o caso de, na atual conjuntura, é melhor para o partido sair com essa frente. Mas isso não está definido. E se for, o objetivo da frente não será jamais garantir a eleição. Isso será uma consequência, caso consigamos. O diferencial agora é que tivemos essa mídia espontânea. Mas não mudaremos nossa conduta política por causa da eleição. Se conquistarmos o mandato, isso será de extrema utilidade para a população. A avaliação que temos é que os vereadores não representam o povo. O mandato só vai acontecer se as pessoas abraçarem essa causa e se prontificarem a isso. Não vamos vender a alma para chegar lá.

Existe uma outra frente de esquerda, formada por PT, PDT, PSB e PCdoB, com até candidaturas competitivas para a prefeitura e nominatas fortes para a Câmara. Existe a possibilidade de o PSTU futuramente se alinhar a esses partidos?

Não. Não há essa possibilidade. A avaliação que temos é que o PT rumou por um outro caminho. O PT precisou fazer alianças com o PMDB, que compõe o governo federal, aceitou dinheiro de empresários e banqueiros, entrando para esses partidos que atendem os interesses dos empresários e não do povo.

Para a senhora, então o PT hoje não é um partido de esquerda?

Esse conceito é complexo. Mas nós entendemos que hoje o PT rompeu com os princípios de defesa dos trabalhadores, do proletariado, que eram apresentados anteriormente.

Que projeto a senhora pretende apresentar como vereadora, na sua área de atuação mais especificamente?

Não temos ainda projetos. Todos, a partir da candidatura, serão construídos coletivamente. Em dezembro, faremos o lançamento da candidatura e vamos convidar massivamente as pessoas que simpatizam com a candidatura para que elas participem de seminários e reuniões para discutir isso. Tudo será feito de forma extremamente democrática e coletiva. Eu, particularmente, defendo e todos na escola acham que seria ótimo. Em nível federal existe dentro da lei do piso que um terço do nosso tempo de trabalho seja dedicado ao planejamento e estudo. Acho pouco. Acho que deveríamos ter metade da carga horária voltada para isso. É um exemplo do que poderíamos debater para originar um projeto. Isso seria muito difícil, mesmo porque temos um déficit enorme de professores. A secretaria não demonstra interesse em realizar novo concurso. A demanda é muito grande. A educação está caótica. A ideia é que a gente pegue esses problemas para debater. Sinto-me preparada para debater principalmente esse tema.

Perfil

Solteira
Professora desde os 21 anos de idade
Formada em Letras pela UFRN
Professora da rede estadual e municipal
Ex-dirigente do DCE da UFRN
Para chegar ao trabalho pega três ônibus
Filiada ao PSTU 

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